Guia · Atualizado em outubro de 2026 · 11 min de leitura
Você baixou seu Google Takeout. E agora?
Você clicou nos links do e-mail do Google, e agora há uma fileira de arquivos chamados takeout-20260925T101502Z-001.zip na sua pasta Downloads. Você abriu um deles, e todas as fotos lá dentro dizem que foram tiradas hoje. Este guia é para esse momento: o que você está vendo de fato, por que as datas quebraram, e as duas formas de terminar com sua biblioteca no OneDrive, no Dropbox ou em um bucket seu, com cada data no lugar certo. Para deixar claro desde já: nós fazemos uma das duas, e se você tem uma noite livre e se vira bem com computador, a gratuita é uma resposta perfeitamente boa.
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A decisão de dois minutos
Os dois caminhos abaixo terminam no mesmo lugar: os arquivos complementares (sidecars) incorporados às fotos, as duplicatas dos álbuns eliminadas e uma biblioteca organizada por data na nuvem que você escolheu. O que muda é quem faz o trabalho e onde. Duas coisas decidem isso: quantos gigabytes você baixou, e se uma noite com uma ferramenta de linha de comando soa como um projeto agradável ou como uma obrigação chata.
| Sua situação | O caminho certo |
|---|---|
| Você tem uma noite livre, se sente à vontade com um terminal e a biblioteca cabe no seu disco | Caminho 1: faça você mesmo, de graça |
| Você prefere não fazer, e são menos de uns 50 GB | Caminho 2, enviando os zips para o PhotoBridge |
| Você prefere não fazer, e são centenas de gigabytes ou sua conexão é instável | Caminho 2, pelo aplicativo para computador do OneDrive ou do Dropbox |
| Não há espaço livre suficiente no disco para descompactar tudo | Caminho 2, de qualquer uma das duas formas: nada é descompactado no seu computador |
| A exportação ainda pode ser solicitada de novo | Peça ao Google para entregar direto no OneDrive ou no Dropbox e pule o upload por completo (caminho 2) |
Escolha o que escolher, leia primeiro as três próximas seções. Elas são curtas, e são a diferença entre uma biblioteca que parece certa e uma que está certa.
Os primeiros dez minutos
Antes de os links expirarem
Dois relógios estão correndo naquele e-mail. Os links de download param de funcionar cerca de 7 dias depois que a exportação foi criada, e o Google permite que cada arquivo seja baixado 5 vezes (as duas coisas estão nas notas do próprio Google sobre o Takeout). Uma conexão instável que reinicia um download conta contra essas cinco. Então a primeira tarefa é chata: coloque todas as partes no seu disco, de uma vez só se puder, e confira se os tamanhos batem com o que a página do Takeout mostra. Uma parte com algumas centenas de megabytes a menos que as irmãs é uma parte que foi cortada, e ela vai falhar na hora de abrir.
Não renomeie nada. Os nomes dos arquivos carregam o carimbo de data e hora da exportação e o número da parte, no formato takeout-20260925T101502Z-001.zip, ou takeout-20260925T101502Z-3-014.zip em uma exportação maior. Toda ferramenta capaz de remontar sua biblioteca lê esses números para saber quais partes pertencem à mesma exportação e se alguma está faltando.
Se seus arquivos terminam em .tgz e você está no Windows, eles não vão abrir com um clique duplo. Instale o 7-Zip, que é gratuito, ou escolha zip da próxima vez; para fotos, o tgz não tem nenhuma vantagem. O Mac abre os dois com o Utilitário de Arquivo integrado.
Última coisa antes de descompactar qualquer coisa: confira o espaço livre no disco. Descompactar precisa de tanto espaço quanto os zips ocupam, e as ferramentas que reescrevem arquivos precisam desse espaço de novo. Uma exportação de 200 GB em um notebook de 512 GB é um problema real, e é o principal motivo de o caminho 2 existir.
O que você está vendo
O que há dentro dos zips
Toda parte descompacta no mesmo esqueleto: uma pasta chamada Takeout, dentro dela Google Fotos, e dentro dessa dois tipos de pasta lado a lado. Photos from 2019, Photos from 2020 e assim por diante guardam tudo, uma pasta por ano. Ao lado delas há uma pasta para cada álbum que você já criou. As pastas de álbum são cópias: uma foto que está em três álbuns aparece quatro vezes na sua exportação. Some as cópias -edited que o Google grava para tudo o que você recortou ou filtrou, e uma exportação costuma ter o dobro do tamanho da biblioteca de onde saiu.
Ao lado de quase toda foto há um pequeno arquivo de texto com o mesmo nome e a terminação .json. Desde o fim de 2024 ela costuma ser .supplemental-metadata.json, e quando o nome da foto é longo, o Google corta a terminação de formas que variam de arquivo para arquivo. Esses arquivos complementares são onde o Google guardava o que nunca gravou nas próprias fotos: a data de captura que ele calculou para capturas de tela e imagens do WhatsApp, qualquer data que você corrigiu à mão, o local que você adicionou, suas descrições, seus favoritos. Além disso, uma foto e seu arquivo complementar nem sempre caem na mesma parte; a parte 3 pode ter a imagem e a parte 7, o arquivo complementar dela.
Duas coisas não estão ali, e as pessoas vão atrás delas. Álbuns que alguém compartilhou com você pertencem a essa pessoa e não são exportados, a menos que você tenha salvado as fotos na sua própria biblioteca antes. E as Live Photos se separam: a imagem parada e o vídeo de três segundos dela agora são dois arquivos comuns.
Por que tudo mostra hoje
O problema das datas, com precisão
O Google não apagou suas datas. Descompactar fez algo mais simples: seu computador carimba cada arquivo que extrai com o momento da extração, e essa é a data pela qual o Finder, o Explorador de Arquivos e a visualização padrão de arquivos de qualquer nuvem ordenam. Uma foto tirada por uma câmera ou um celular ainda tem a data de captura real dentro do arquivo, no cabeçalho EXIF, exatamente como foi enviada. O gerenciador de arquivos só não está olhando ali.
As fotos em risco são as que nunca tiveram uma data EXIF: capturas de tela, imagens salvas do WhatsApp ou da web, digitalizações, e qualquer coisa cuja data você corrigiu à mão no Google Fotos. Para essas, o único registro de quando foram tiradas é o arquivo complementar. Perca o arquivo complementar, ou envie a foto sem incorporá-lo, e essa foto fica datada de hoje para sempre.
Isso importa por causa de como as nuvens montam suas linhas do tempo. A visualização Fotos do OneDrive ordena pela data EXIF e recorre à data de modificação do arquivo quando não há nenhuma. A lista de arquivos do Dropbox espelha a data de modificação do seu disco, enquanto a aba Fotos lê o EXIF. Então o jogo inteiro, seja qual for o caminho, é este: colocar cada data dentro do próprio arquivo de foto antes de a foto chegar à nuvem. Todo o resto é logística.
Caminho 1 · O projeto gratuito de fim de semana
Conserte você mesmo: GPTH, Metadata Fixer, ExifTool
Descompacte todas as partes em uma única pasta, rode uma ferramenta que incorpore os arquivos complementares às fotos, apague as duplicatas dos álbuns e depois envie o resultado com o aplicativo para computador da sua nuvem. As ferramentas são boas em 2026, e para uma biblioteca que cabe no seu disco este caminho não custa nada além do seu tempo. GooglePhotosTakeoutHelper é gratuito, de código aberto e de linha de comando, lida com os arquivos complementares renomeados e com as duplicatas dos álbuns, e precisa do ExifTool instalado para tudo o que não for JPEG. Metadata Fixer (US$ 39, pagamento único) faz o mesmo com uma janela e botões e dá conta sozinho de exportações em várias partes. FolioSort corrige datas, locais e favoritos de graça e cobra pela organização em pastas. E o ExifTool, que está por baixo de todos eles, faz qualquer coisa, se você se sentir à vontade para escrever o comando por conta própria.
Duas armadilhas esperam na etapa do upload, e as duas estão documentadas pelas próprias nuvens:
- O OneDrive conta o caminho inteiro. O limite na nuvem é de 400 caracteres para o caminho completo, e espaços e caracteres especiais contam na forma codificada, então um espaço custa três. Os nomes longos de álbum do Takeout mais as terminações
.supplemental-metadata.jsonchegam a esse limite com mais frequência do que você imagina, e o aplicativo para computador informa isso como um erro vago de sincronização. No Windows há um segundo limite, mais baixo, de 260 caracteres para o caminho local. - O Dropbox conta arquivos. O Dropbox avisa que seu aplicativo para computador fica lento a partir de cerca de 300.000 arquivos sincronizados. Uma biblioteca de dez anos, com os arquivos complementares e as cópias de álbum, chega lá. Apague as duplicatas e os arquivos complementares já incorporados antes de sincronizar, não depois.
Depois, o upload em si. Uma conexão doméstica típica envia de 40 a 50 Mbps, cerca de 5 MB por segundo na prática, e o aplicativo para computador indexa cada arquivo pequeno pelo caminho. Conte com dias para algumas centenas de gigabytes, e espere que o resto da casa perceba que o upload está ocupado. Reserve um fim de semana, o dobro do tamanho da sua biblioteca em espaço livre em disco e um pouco de paciência com os casos especiais da ferramenta de correção. Se isso soa como um projeto gratificante, é mesmo.
Caminho 2 · O que nós construímos
PhotoBridge: a mesma correção, sem nada do trabalho
O PhotoBridge faz o caminho 1 por você, na nuvem. Ele descompacta os arquivos divididos, incorpora a data e o local de cada arquivo complementar ao EXIF de cada foto, pula as cópias duplicadas que o Takeout cria para os álbuns, grava o resultado em uma árvore de pastas limpa por ano e mês no seu OneDrive, Dropbox ou bucket, ou devolve tudo para você como um zip por ano, e no final envia por e-mail um relatório arquivo por arquivo. Nada é descompactado no seu computador, e as duas armadilhas acima nunca aparecem, porque o que chega do outro lado já está arrumado. A única pergunta é como os zips chegam até ele, e isso depende do tamanho.
Não quer nenhuma conta na nuvem no meio do caminho? Escolha “Baixar para meu computador” como destino. A mesma correção roda, e o que volta é uma lista curta de zips, um por ano, com tudo lá dentro já em pastas de ano/mês: descompacte-os em um HD ou em um NAS e pronto. Os zips esperam por você por sete dias, ou catorze se você pedir mais tempo (criptografados, acessíveis só pela sua conta, apagáveis assim que você os salvar), e depois somem. É o caminho para um HD externo, um NAS, o Amazon Photos ou o iCloud, nos quais nenhum serviço em nuvem consegue gravar diretamente.
Menos de uns 50 GB: envie os zips. Escolha “Enviar deste computador” na etapa “Arquivos” e solte-os ali. Eles saem do seu navegador em blocos de 16 MB, vários ao mesmo tempo, e fechar a tampa do notebook pausa o upload em vez de arruiná-lo: escolha o mesmo arquivo de novo e ele continua dos blocos já enviados. Em velocidades domésticas, isso é uma hora para 20 GB e uma noite para 50.
Maior que isso: deixe o aplicativo para computador levá-los. Instale o aplicativo para computador do OneDrive ou do Dropbox, se ainda não tiver, e arraste os zips para qualquer pasta que ele sincronize. Ele envia em segundo plano, sobrevive à suspensão e às reinicializações e tenta de novo por conta própria, algo que uma aba do navegador não consegue igualar com uma pilha de 300 GB. Quando os zips tiverem chegado, escolha “No meu OneDrive” ou “No meu Dropbox” na etapa “Arquivos”; o PhotoBridge encontra as partes, confere se a numeração tem buracos e roda a mesma migração de nuvem para nuvem.
E se você ainda puder solicitar a exportação de novo, há uma versão mais curta: em takeout.google.com, escolha “Adicionar ao OneDrive” ou “Adicionar ao Dropbox” como método de entrega. O Google entrega as partes de servidor para servidor e sua conexão nunca encosta nelas. Custa uma segunda espera pelo Google e economiza o upload por completo.
Para deixar claro: o PhotoBridge é nosso produto, e este guia está no nosso site. O caminho 1 funciona sem ele, e quando dissemos que, para quem tem uma noite livre e um terminal, ele é uma boa resposta, foi a sério.
Respostas rápidas
Meus links de download expiraram. Minhas fotos sumiram?
Não. Só a exportação sumiu. Suas fotos continuam no Google Fotos exatamente como estavam. Solicite uma exportação nova em takeout.google.com; os links ficam válidos por cerca de 7 dias e cada arquivo pode ser baixado 5 vezes, então, se puder, baixe todas as partes de uma vez só.
Uma parte mostra “unexpected end of archive” ou “local file header is corrupt”. E agora?
O download foi cortado antes do fim do arquivo. Baixe essa parte de novo pelo e-mail do Takeout enquanto o link ainda estiver válido. Se você já usou os 5 downloads dela, solicite uma exportação nova. Não tente consertar o zip: os bytes que faltam simplesmente não estão no seu disco.
Preciso guardar os arquivos .json?
Sim, até que suas fotos estejam onde você quer e com as datas certas. Os arquivos complementares guardam as datas de captura das capturas de tela, das fotos do WhatsApp e de tudo o que você mudou de data no Google Fotos, além de locais e descrições. Depois que uma ferramenta incorporou essas informações às próprias fotos, os arquivos complementares cumpriram sua função e podem ir embora.
Onde estão os álbuns que outras pessoas compartilharam comigo?
Não estão na exportação. O Takeout só inclui as fotos que são suas. Um álbum compartilhado pertence a quem o criou, a menos que você tenha salvado as fotos dele na sua própria biblioteca antes. Se você quiser essas fotos, abra o álbum compartilhado no Google Fotos, salve as fotos na sua biblioteca e solicite uma exportação nova.
Posso simplesmente enviar os zips para o OneDrive ou o Dropbox do jeito que estão?
Como backup, sim: uma cópia dos zips em uma nuvem que você controla é melhor do que nenhuma cópia. Como biblioteca de fotos, não. Nada do que está dentro de um zip aparece em uma linha do tempo de fotos, e o problema das datas continua esperando por você no dia em que descompactá-los. Enviar os zips pode ser o primeiro passo do caminho 2, não o último.
Qual tamanho de arquivo eu deveria ter escolhido, e isso importa agora?
Para a próxima vez: partes de 10 GB, ou de 2 GB se sua conexão for instável. O Google oferece até 50 GB, mas uma única queda de conexão em uma parte de 50 GB custa a parte inteira. Para a exportação que você já tem, não importa; os dois caminhos aceitam qualquer tamanho de parte.
Só quer tudo arrumado, sem conta na nuvem?
Envie os zips, nós os consertamos, você baixa o resultado em até 7 dias (14 se precisar de mais tempo). Para um HD externo, um NAS, o Amazon Photos ou o iCloud. (Página em inglês.)
Indo para o Dropbox?
Os três caminhos que ainda funcionam, as manias do Dropbox com datas e zips, e o que uma biblioteca grande exige.
Indo para o OneDrive?
A transferência oficial e gratuita do Google, o que ela perde sem avisar, e o caminho do Takeout quando você quer tudo.